domingo, 30 de novembro de 2014

PRECONCEITO RACIAL NA ESCOLA.

FACULDADES INTA

                                              
O PRECONCEITO RACIAL NA ESCOLA

Maria Vilany Velasco
                                                            Professora: Juliana                  
                                              
    
      SOBRAL-2014

                                                                                                                                                            Esse trabalho apresenta efeitos de uma investigação que tem como alvo geral meditar até que ponto o emprego de “demonstrações de invento racistas” afetam a autoestima e, logo entusiasmam no processo de construção dos estudantes. Esta análise foi feita no intuito de discutir as analogias estabelecidas no espaço da escola, sobretudo entre docentes/estudantes, estudantes/estudantes, adotando como alusão as dificuldades vivenciadas por crianças negras nesse espaço, tais como: piadas e brincadeiras maldosas, declarações de cunho racista, entre outros. Ressalta-se que a decorrência desses atos discriminatórios no espaço educativo tem ocasionado danos que entusiasmam negativamente na ação psicológico, igualitária e cognitiva dessas crianças. Colaborando para o seu baixo rendimento escolar. Sendo assim, é formidável que toda a sociedade escolar fique atenta para essas dificuldades analisadas vulgares e que surgem como configuração sutil, não ocorra no ambiente escolar. Palavras chaves: Preconceito, Discriminação no Espaço Escolar.
                                      INTRODUÇÃO
A abusão racial constitui-se em uma grave dificuldade existente nos tempos atuais presente em toda a sociedade, de um caráter geral e consequentemente o ambiente educativo não está afastado desse procedimento, algo que existe desde os tempos mais remotos. Um tema que quando revelado causa discussão por ser muito complicado. Ao perguntar a alguma pessoa se é preconceituoso de imediato a resposta é negação, uma ocasião que a pluralidade das pessoas garante não ter qualquer natureza preconceituosa. Enfim, o tratamento caracterizado e as formas de procedimentos direcionadas ao negro surgem como “disfarçados”. Por essas  diversas causas é importante fazer um pensamento se o preconceito existente no ambiente educacional compromete a autoestima e, por conseguinte entusiasmam na ação de edificação de informação dos estudantes, especialmente nos anos iniciais de escolarização. Uma vez que a escola é um ambiente de desenvolvimento de sujeitos.
                   
         DAS CONSEQUÊNCIAS DO PRECONCEITO RACIAL
O estabelecimento escolar é um espaço responsável pela ação de socialização infantil, especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, no qual se constituem as inclusões com crianças de diferentes costumes domésticos. Essa relação diversificada poderá fazer da escola o primeiro ambiente de experiência das articulações raciais. As relações que são estabelecidas entre crianças, sejam elas, brancas e negras em sala de aula podem ocorrer de modo tenso, ou seja, expelindo, afastando, permitindo que a criança negra siga em algumas ocasiões uma atitude tímida, com medo de que seja recusada, humilhada ou caçoada pelo seu grupo social. O preconceito cometido à criança negra pode e é extremamente cruel, ou seja, pode causar uma perturbação muito grande para seu inconsciente, uma vez que pode acontecer com que ela não se conheça, começando um procedimento de desvalorização de seus atributos particulares, que intervêm na edificação da sua identificação. O que pode fazer com que a criança sinta-se declinada e recusada, chegando até a refletir que não é digna de direitos e, de consideração. Esse método de aparecimento discriminatória no ambiente educacional tem causado um quadro de ataques tanto físico como figurada (frase que declinam o homem negro), o que na maioria das vezes tem ocasionado uma série de amarguras no dia-a-dia desses estudantes negros, algo que nem sempre é manifesta aos nossos olhares, por que envolve tanto a atitude ética, como o psicológico do sujeito. O que se subentende é que, o desenvolvimento e construção da analogia do indivíduo é um procedimento que principia na fase primeira da Educação Infantil. A analogia refere-se a uma sucessiva emoção de personalidade que se constitui prevalecendo-se de documentos biológicos e sociais. O sujeito se identifica distinguindo seu próprio corpo, estabelecendo em um ambiente que o reconhece como ser humano e social. Assim, a analogia deriva da inteligência que apresentamos de como os outros nos olham (ERIKSON, 1976 apud CAVALLEIRO, 2005, p. 19). Ficando assim, compete examinar qual a colocação ou papel da escola? Segundo Araújo (1996 apud AQUINO, 1998): A ação da escola é o de um estabelecimento social responsável não só pela democratização da elevação aos conteúdos culturais de acordo com a história construídos, mas igualmente o de corresponsável pelo desenvolvimento pessoal de seus elementos (em todas as feições), objetivando sua inclusão como cidadãos independentes e conscientes em uma sociedade plural e democrática. Em presença de tal quadro não é de se notar que muitas crianças negras não almejem se identificar como tal, como o papel do negro na sociedade está continuamente anexado a acontecimentos ruins. Com isso, a autoconfiança desses estudantes enfraquece, no grau em que um autoconceito contrário é aceso na sociedade brasileira. Devido a tantos ataques corporais e simbólicos contra as crianças negras, esteja na rua como no recinto educativo, muitas dessas crianças acabam por descuidar a sua memória cultural para adotar uma atitude de “embranque cimento” a qual a sociedade e o próprio espaço escolar tem posto para ela como a ideal (branco, alto, forte, olhos claros, cabelos lisos, entre outros). Para uma criança negra em seus anos iniciais fica difícil de entender e ao mesmo tempo não é entendida nesse sistema educacional, que parece copiar o modelo hegemônico, que estereotipa ela como impossibilitado, rebelde, burra, entre outros. Onde o educador quase não tem contato físico e afetuoso com essas crianças, comprovando a rejeição do seu grupo social e acarretando grandes amarguras. “Segundo Amaral (1995, p. 11): A dificuldade encarada pelas crianças em sua convivência escolar tem alguma consequência”. “Se refletíssemos nos costumeiros vulgos que rodeiam nos lábios infantis, tais como: “rolha de poço”, “azeitona no palito”, pau-de-sebo”, “nanico”, “crioulo doido”, “quatro olho”, “surdinho”, “tadinho”, “mula mansa” entre outros. A violência atribuída à criança negra na sala de aula, seja por meio de ofensas ou procedimentos de cunho racista, apresentada como “natural” pelo seu grupo social, tem apontado abertamente a ausência de consideração que desde muito cedo são doutrinadas as crianças brancas.
                     O PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA
Juntos nós compreendemos que é eficaz e fundamental de toda escola gerar e ampliar a aprendizagem do sujeito nas diferentes extensões: sociais, cognitivas, emocionais e movedores. Para que isso ocorra, ela necessita de um intérprete principal, notório como docente ou educador. Esse tem o trabalho de inventar a interferência em meio à criança e as informações amontoado em uma origem cultural (ciência do mundo e de si mesma), além de propiciar, instigar e provocar o adiantamento da criança. A obra do professor em sala de aula tem sido nos últimos períodos objeto de averiguação e discussões constantes por parte dos pesquisadores do espaço educacional, pois o intercâmbio entre estudante e educador colabora, assim, para a rentabilidade escolar, a aprendizagem e harmoniza, ainda, procedimentos necessários à vida adulta, ou seja, a ação educativa cumpre influência sobre os indivíduos em sua postura, valores, ataques, estilos, crenças e modos de atuar. Em estudo realizado por Rosemberg (1998), o número de exclusão e reprovação do aluno negro nas escolas públicas brasileiras, em comparação ao aluno branco é bem maior. O que tem se notado nessas escolas é um protocolo pedagógico impróprio. O silencio dos educadores diante as condições estabelecidas pelos próprios livros escolares acaba por vitimar os estudantes negros. Esse protocolo pedagógico, que desconhece as relações étnicas formadas no espaço escolar, pode estar afetando a atuação e o desenvolvimento da individualidade de crianças e de adolescentes negros, bem como está colaborando para o desenvolvimento de crianças e de adolescentes brancos com um anseio de superioridade (CAVALLEIRO, 2005, p. 32 - As práticas de descriminação disseminadas pelos professores, os livros didáticos, e meios de comunicação nem sempre são detectadas pelas crianças negras, as mais visíveis para elas são as em que o preconceito aparece mais concreto, nas quais as ações do racismo são imediatas. “Penso que a não-percepção do racismo por parte das crianças também está ligada às estratégias da democracia racial brasileira, que nega a existência do problema” (Cavalleiro 2005).A mesma autora afirma que, [...] “o racismo é um problema que está presente no cotidiano escolar, que fere e marca, profundamente, crianças e adolescentes negros. Mas, para percebê-lo, há a necessidade de um olhar critico do próprio aluno”. De fato, o preconceito racial na sala de aula é algo muito frequente se pararmos para analisar e, na maioria das vezes, aqueles que deveriam intervir, como professores e pedagogos, desconhecem como fazê-lo ou, outras vezes são propagadores deste tipo de atitude, o que reforça e incita o preconceito ao invés de interferir e batalhar. Ao que tudo indica, a escola, que poderia e deveria cooperar para transformar as mentalidades discriminatórias ou pelo menos para inibir as ações discriminatórias, acaba fornecendo para a perpetuação das discriminações, seja por ação direta de seus atuantes, seja por falha ante os conteúdos didáticos que conduz, ou pelo que acontece no dia-a-dia da sala de aula (PINTO, 1993, p. 27). A forma de o professor caracterizar a criança negra evidencia seu despreparo para lidar com situações de discriminação na sala de aula, pois em muitos momentos o professor julga a criança negra culpada pela discriminação sofrida. (OLIVEIRA apud CAVALLEIRO 2005, p. 33-34).
                 CONCLUSÃO
Como foi já foi mencionado o preconceito está presente em toda sociedade, inclusive no ambiente educativo. Tais manifestações geram humilhações que resultam muitas vezes em indivíduos tímidos, inseguros e inferiores aos demais. As consequências desta formação podem ser diferentes e devem ser impedidas pelos profissionais da área da Educação, por serem de essencial  na interferência das atitudes discriminatórias na escola. Torcendo em importância o papel da escola e do educador na arte de edificação do conhecimento do aluno é importante que todos estejam atentos para estes tipos de dificuldades vulgares, já mencionados, que por vezes aparecem de forma sutil, não aconteçam no espaço das salas de aula. E que a partir disso, todos – educadores, estudantes, servidores – possam reformular os julgamentos e maneiras direcionados as crianças negras.
                        
                                                                      As pessoas não herdam, geneticamente, idéias de racismos, sentimento de preconceito e modos de exercitar a discriminação, antes os desenvolvem com seus pares, na família, no trabalho, no grupo religioso, na escola. Da mesma forma, podem aprender a ser ou torna-se preconceitusos e discriminadores em relação a povos e nações (LOPES, 2005 apud ROSEMBERG, 1988). Um educador que institui modelos e valores de quem é o “melhor ou pior”, “bom ou ruim” estar sujeito da cor de sua pele, também coopera para que atitudes discriminatórias aconteçam no ambiente de sala de aula. Já que é papel do professor a difusão do anel sofisticado, desvinculado de qualquer valor que aponte à reprodução de abusos, discriminação e submissão. No entanto, é preciso estar atento para algumas ações ou vulgos não só cometidos por alunos, mas também por mestres e saber decodificar, principalmente os que aparecem como “invisíveis”. Deste modo ficaríamos muito próximo de perceber o preconceito e a decorrente discriminação racial existente no ambiente escolar que muitas vezes evita e/ou bloqueia o procedimento de construção de conhecimento da criança negra, as relações sociais, impedindo-a de vivenciar inteiramente sua cômoda infância.


REFERÊNCIAS:
CAVALLEIRO, Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005.DEWEY, John. Vida e Educação. São Paulo: Victor Civita, 1980.
HASENBALG, Carlos A. Discriminação e desigualdade raciais no Brasil. Rio de Janeiro; Edições graal, 1979. ROSEMBERG, Fúlvia. Raça e desigualdade educacional no Brasil. In: AQUINO, Júlio, Groppa. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. Ed. São Paulo, SP: Summus, 1998.