FACULDADES INTA
O PRECONCEITO RACIAL NA ESCOLA
Maria Vilany Velasco
Professora: Juliana
SOBRAL-2014
Esse
trabalho apresenta efeitos de uma investigação que tem como alvo geral meditar
até que ponto o emprego de “demonstrações de invento racistas” afetam a autoestima
e, logo entusiasmam no processo de construção dos estudantes. Esta análise foi
feita no intuito de discutir as analogias estabelecidas no espaço da escola, sobretudo
entre docentes/estudantes, estudantes/estudantes, adotando como alusão as
dificuldades vivenciadas por crianças negras nesse espaço, tais como: piadas e brincadeiras
maldosas, declarações de cunho racista, entre outros. Ressalta-se que a decorrência
desses atos discriminatórios no espaço educativo tem ocasionado danos que entusiasmam
negativamente na ação psicológico, igualitária e cognitiva dessas crianças. Colaborando
para o seu baixo rendimento escolar. Sendo assim, é formidável que toda a sociedade
escolar fique atenta para essas dificuldades analisadas vulgares e que surgem
como configuração sutil, não ocorra no ambiente escolar. Palavras chaves: Preconceito, Discriminação no Espaço
Escolar.
INTRODUÇÃO
A
abusão racial constitui-se em uma grave dificuldade existente nos tempos atuais
presente em toda a sociedade, de um caráter geral e consequentemente o ambiente
educativo não está afastado desse procedimento, algo que existe desde os tempos
mais remotos. Um tema que quando revelado causa discussão por ser muito complicado.
Ao perguntar a alguma pessoa se é preconceituoso de imediato a resposta é negação,
uma ocasião que a pluralidade das pessoas garante não ter qualquer natureza
preconceituosa. Enfim, o tratamento caracterizado e as formas de procedimentos
direcionadas ao negro surgem como “disfarçados”. Por essas diversas causas é importante fazer um pensamento
se o preconceito existente no ambiente educacional compromete a autoestima e, por
conseguinte entusiasmam na ação de edificação de informação dos estudantes, especialmente
nos anos iniciais de escolarização. Uma vez que a escola é um ambiente de desenvolvimento
de sujeitos.
DAS CONSEQUÊNCIAS DO PRECONCEITO RACIAL
O
estabelecimento escolar é um espaço responsável pela ação de socialização infantil,
especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, no qual se constituem as
inclusões com crianças de diferentes costumes domésticos. Essa relação
diversificada poderá fazer da escola o primeiro ambiente de experiência das articulações
raciais. As relações que são estabelecidas entre crianças, sejam elas, brancas
e negras em sala de aula podem ocorrer de modo tenso, ou seja, expelindo, afastando,
permitindo que a criança negra siga em algumas ocasiões uma atitude tímida, com
medo de que seja recusada, humilhada ou caçoada pelo seu grupo social. O preconceito
cometido à criança negra pode e é extremamente cruel, ou seja, pode causar uma perturbação
muito grande para seu inconsciente, uma vez que pode acontecer com que ela não
se conheça, começando um procedimento de desvalorização de seus atributos particulares,
que intervêm na edificação da sua identificação. O que pode fazer com que a
criança sinta-se declinada e recusada, chegando até a refletir que não é digna
de direitos e, de consideração. Esse método de aparecimento discriminatória no ambiente
educacional tem causado um quadro de ataques tanto físico como figurada (frase
que declinam o homem negro), o que na maioria das vezes tem ocasionado uma
série de amarguras no dia-a-dia desses estudantes negros, algo que nem sempre é
manifesta aos nossos olhares, por que envolve tanto a atitude ética, como o
psicológico do sujeito. O que se subentende é que, o desenvolvimento e
construção da analogia do indivíduo é um procedimento que principia na fase primeira
da Educação Infantil. A analogia refere-se a uma sucessiva emoção de personalidade
que se constitui prevalecendo-se de documentos biológicos e sociais. O sujeito
se identifica distinguindo seu próprio corpo, estabelecendo em um ambiente que
o reconhece como ser humano e social. Assim, a analogia deriva da inteligência
que apresentamos de como os outros nos olham (ERIKSON, 1976 apud CAVALLEIRO, 2005,
p. 19). Ficando assim, compete examinar qual a colocação ou papel da escola?
Segundo Araújo (1996 apud AQUINO, 1998): A ação da escola é o de um estabelecimento
social responsável não só pela democratização da elevação aos conteúdos
culturais de acordo com a história construídos, mas igualmente o de corresponsável
pelo desenvolvimento pessoal de seus elementos (em todas as feições),
objetivando sua inclusão como cidadãos independentes e conscientes em uma
sociedade plural e democrática. Em presença de tal quadro não é de se notar que
muitas crianças negras não almejem se identificar como tal, como o papel do
negro na sociedade está continuamente anexado a acontecimentos ruins. Com isso,
a autoconfiança desses estudantes enfraquece, no grau em que um autoconceito contrário
é aceso na sociedade brasileira. Devido a tantos ataques corporais e simbólicos
contra as crianças negras, esteja na rua como no recinto educativo, muitas
dessas crianças acabam por descuidar a sua memória cultural para adotar uma atitude
de “embranque cimento” a qual a sociedade e o próprio espaço escolar tem posto
para ela como a ideal (branco, alto, forte, olhos claros, cabelos lisos, entre outros).
Para uma criança negra em seus anos iniciais fica difícil de entender e ao
mesmo tempo não é entendida nesse sistema educacional, que parece copiar o modelo
hegemônico, que estereotipa ela como impossibilitado, rebelde, burra, entre
outros. Onde o educador quase não tem contato físico e afetuoso com essas crianças,
comprovando a rejeição do seu grupo social e acarretando grandes amarguras. “Segundo
Amaral (1995, p. 11): A dificuldade encarada pelas crianças em sua convivência
escolar tem alguma consequência”. “Se refletíssemos nos costumeiros vulgos que rodeiam
nos lábios infantis, tais como: “rolha de poço”, “azeitona no palito”,
pau-de-sebo”, “nanico”, “crioulo doido”, “quatro olho”, “surdinho”, “tadinho”, “mula
mansa” entre outros. A violência atribuída à criança negra na sala de aula,
seja por meio de ofensas ou procedimentos de cunho racista, apresentada como “natural”
pelo seu grupo social, tem apontado abertamente a ausência de consideração que
desde muito cedo são doutrinadas as crianças brancas.
O PAPEL DO PROFESSOR NA
ESCOLA
Juntos
nós compreendemos que é eficaz e fundamental de toda escola gerar e ampliar a
aprendizagem do sujeito nas diferentes extensões: sociais, cognitivas, emocionais
e movedores. Para que isso ocorra, ela necessita de um intérprete principal, notório
como docente ou educador. Esse tem o trabalho de inventar a interferência em
meio à criança e as informações amontoado em uma origem cultural (ciência do mundo
e de si mesma), além de propiciar, instigar e provocar o adiantamento da criança.
A obra do professor em sala de aula tem sido nos últimos períodos objeto de averiguação
e discussões constantes por parte dos pesquisadores do espaço educacional, pois
o intercâmbio entre estudante e educador colabora, assim, para a rentabilidade
escolar, a aprendizagem e harmoniza, ainda, procedimentos necessários à vida
adulta, ou seja, a ação educativa cumpre influência sobre os indivíduos em sua
postura, valores, ataques, estilos, crenças e modos de atuar. Em estudo
realizado por Rosemberg (1998), o número de exclusão e reprovação do aluno
negro nas escolas públicas brasileiras, em comparação ao aluno branco é bem maior.
O que tem se notado nessas escolas é um protocolo pedagógico impróprio. O
silencio dos educadores diante as condições estabelecidas pelos próprios livros
escolares acaba por vitimar os estudantes negros. Esse protocolo pedagógico,
que desconhece as relações étnicas formadas no espaço escolar, pode estar afetando
a atuação e o desenvolvimento da individualidade de crianças e de adolescentes
negros, bem como está colaborando para o desenvolvimento de crianças e de
adolescentes brancos com um anseio de superioridade (CAVALLEIRO, 2005, p. 32 - As
práticas de descriminação disseminadas pelos professores, os livros didáticos, e
meios de comunicação nem sempre são detectadas pelas crianças negras, as mais visíveis
para elas são as em que o preconceito aparece mais concreto, nas quais as ações
do racismo são imediatas. “Penso que a não-percepção do racismo por parte das crianças
também está ligada às estratégias da democracia racial brasileira, que nega a existência
do problema” (Cavalleiro 2005).A mesma autora afirma que, [...] “o racismo é um
problema que está presente no cotidiano escolar, que fere e marca,
profundamente, crianças e adolescentes negros. Mas, para percebê-lo, há a
necessidade de um olhar critico do próprio aluno”. De fato, o preconceito
racial na sala de aula é algo muito frequente se pararmos para analisar e, na
maioria das vezes, aqueles que deveriam intervir, como professores e pedagogos,
desconhecem como fazê-lo ou, outras vezes são propagadores deste tipo de
atitude, o que reforça e incita o preconceito ao invés de interferir e batalhar.
Ao que tudo indica, a escola, que poderia e deveria cooperar para transformar
as mentalidades discriminatórias ou pelo menos para inibir as ações discriminatórias,
acaba fornecendo para a perpetuação das discriminações, seja por ação direta de
seus atuantes, seja por falha ante os conteúdos didáticos que conduz, ou pelo
que acontece no dia-a-dia da sala de aula (PINTO, 1993, p. 27). A forma de o
professor caracterizar a criança negra evidencia seu despreparo para lidar com
situações de discriminação na sala de aula, pois em muitos momentos o professor
julga a criança negra culpada pela discriminação sofrida. (OLIVEIRA apud
CAVALLEIRO 2005, p. 33-34).
CONCLUSÃO
Como
foi já foi mencionado o preconceito está presente em toda sociedade, inclusive
no ambiente educativo. Tais manifestações geram humilhações que resultam muitas
vezes em indivíduos tímidos, inseguros e inferiores aos demais. As consequências
desta formação podem ser diferentes e devem ser impedidas pelos profissionais
da área da Educação, por serem de essencial
na interferência das atitudes discriminatórias na escola. Torcendo em importância
o papel da escola e do educador na arte de edificação do conhecimento do aluno
é importante que todos estejam atentos para estes tipos de dificuldades vulgares,
já mencionados, que por vezes aparecem de forma sutil, não aconteçam no espaço
das salas de aula. E que a partir disso, todos – educadores, estudantes, servidores
– possam reformular os julgamentos e maneiras direcionados as crianças negras.
As pessoas não herdam,
geneticamente, idéias de racismos, sentimento de preconceito e modos de
exercitar a discriminação, antes os desenvolvem com seus pares, na família, no
trabalho, no grupo religioso, na escola. Da mesma forma, podem aprender a ser
ou torna-se preconceitusos e discriminadores em relação a povos e nações (LOPES,
2005 apud ROSEMBERG, 1988). Um educador que institui modelos e valores de quem
é o “melhor ou pior”, “bom ou ruim” estar sujeito da cor de sua pele, também
coopera para que atitudes discriminatórias aconteçam no ambiente de sala de
aula. Já que é papel do professor a difusão do anel sofisticado, desvinculado
de qualquer valor que aponte à reprodução de abusos, discriminação e submissão.
No entanto, é preciso estar atento para algumas ações ou vulgos não só
cometidos por alunos, mas também por mestres e saber decodificar,
principalmente os que aparecem como “invisíveis”.
Deste modo ficaríamos muito próximo de perceber o preconceito e a decorrente
discriminação racial existente no ambiente escolar que muitas vezes evita e/ou
bloqueia o procedimento de construção de conhecimento da criança negra, as
relações sociais, impedindo-a de vivenciar inteiramente sua cômoda infância.
REFERÊNCIAS:
CAVALLEIRO,
Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar racismo, preconceito
e discriminação na educação infantil. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005.DEWEY,
John. Vida e Educação. São Paulo: Victor Civita, 1980.
HASENBALG,
Carlos A. Discriminação e desigualdade raciais no Brasil. Rio de Janeiro;
Edições graal, 1979. ROSEMBERG, Fúlvia. Raça e desigualdade
educacional no Brasil. In: AQUINO, Júlio, Groppa. (Org.) Diferenças e
preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. Ed. São Paulo, SP:
Summus, 1998.
